Prostituição emocional: o erro em tentar agradar todo mundo

Se existe uma fórmula para a infelicidade, “tentar agradar todo mundo” é um dos seus principais ingredientes

Sabe aquela pessoa “boazinha”, que está sempre disponível, que não nega nada para ninguém, que nunca briga ou enfrenta alguém, que não se posiciona, que não sabe dizer “não”, que está sempre tentando resolver os problemas de todos que estão a sua volta?

Então, eu vou te contar um segredo... Essa pessoa não é boazinha! Ela, provavelmente, é alguém muito carente que não recebeu o amor e a validação necessários dos seus pais, quando criança/adolescente. Por essa razão, não conseguiu construir uma autoestima saudável e atribui um baixo valor a si mesma (baixa autoestima).

Essas são pessoas que não conseguem se amar adequadamente e costumam ser bastante desrespeitosas consigo e com os seus próprios limites. São pessoas com “buracos emocionais” que buscam desesperadamente alguém que possa preenchê-los com elogios, reconhecimento, validação ou qualquer outra coisa que se pareça com amor.

Essa pessoa faz “tudo” pelo outro porque precisa da aprovação e do “amor” de alguém em troca da sua “bondade”. É uma barganha, um tipo de negociação emocional, a qual eu chamo de prostituição emocional.

Na minha definição, prostituição emocional é o comportamento que visa obter ganhos emocionais em troca de “bondade” e sacrifícios pessoais.

Essa é uma dinâmica em que a pessoa ultrapassa os seus limites - emocionais, físicos, financeiros -, usurpa de si algo que não tem para atender ou “ajudar” alguém.

Essas pessoas podem ser vistas como generosas e altruístas, porém, as suas vidas pessoais são um desastre e vivem insatisfeitas e cansadas.

Geralmente esse processo não é consciente e por isso essas pessoas ficam presas nessa armadilha do ego: “eu faço algo bom para que me achem bom, assim, eu acredito temporariamente que tenho algum valor”.

O problema é que o vazio nunca é preenchido, porque “buracos internos” não podem ser preenchidos com paliativos externos. O espaço permanece e o ciclo continua e a pessoa permanece “escrava”.

Além disto, pessoas “boazinhas” sempre atrairão aproveitadores que abusarão da sua “bondade” para alcançar o que desejam, dando em troca algumas migalhas de atenção e validação.

Para mudar esse padrão, é preciso ser íntegro (= inteiro) e muito honesto consigo mesmo, respeitar seus próprios limites, princípios e desejos e parar de se vender por migalhas.

Colocar a necessidade do outro na frente da sua própria é um desrespeito consigo. Se você “amar” o outro mais do que a si mesmo, você está encrencado! Prepare-se para ser usado e atropelado por muitos.

Você só pode dar algo para alguém (especialmente “amor”), que você tenha para si mesmo. Caso contrário, você irá sucumbir.

Não se despedace para fazer alguém inteiro. Não se venda para obter “migalhas de amor” dos outros. Isso não preencherá o seu “buraco”, apenas lhe trará um alívio temporário para o seu vazio.

Busque ajuda profissional para enxergar quem você é realmente e o valor que você tem. Assim, você não dependerá do outro para te dizer o quanto você vale.

Seja inteiro, seja você, seja feliz!

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