Você vive um relacionamento tóxico?


Um relacionamento tóxico ou abusivo nem sempre é tão fácil de ser identificado, especialmente para aqueles que estão dentro da relação e vivendo um estado de constante de confusão mental, dúvidas e medos


As relações tóxicas são muito mais comuns do que imaginamos. Se você nunca vivenciou uma, provavelmente conhece alguém que já experienciou essa dinâmica tão devastadora.

Geralmente, esse tipo de relacionamento se constitui a partir de uma junção desastrosa de dois estilos de pessoas: um com características de personalidade narcisista (explicarei melhor as suas características) e o outro mais carente e dependente emocionalmente.

Pessoas mais saudáveis também podem viver um relacionamento tóxico ou abusivo, porém, não o suportam por muito tempo e quando passam a conhecer verdadeiramente o parceiro narcisista e perceber as suas manipulações e domínio, tendem a romper a relação. Já, as pessoas mais vulneráveis e dependentes, não conseguem sair facilmente de toda a teia emocional construída pelo narcisista.

As relações abusivas de qualquer natureza (casal, chefe/empregado, pais/filho, amizade), sempre têm o parceiro dominante e o dominado e elas se caracterizam pelo o abuso de poder do dominante. No contexto da relação abusiva de casal, o narcisista ou dominante escolhe a sua “presa” e se aproxima para a conquistá-la de forma muito sedutora e inteligente. Ele fala tudo que a sua presa vulnerável e carente sempre desejou ouvir, prometendo amá-la e protegê-la por toda a vida e a impressiona com atitudes românticas e inesperadas.

Nem precisa dizer que a “presa” se derrete toda e acredita que encontrou a sua alma gêmea! Ela fica tão encantada que não quer viver nada além desse “amor” e, aos poucos, vai abandonando as suas amizades e vida social. Ela passa a viver em função do outro, tentando agradá-lo e recompensá-lo por “tudo isso” que ele lhe proporciona.

Porém, quando o dominante conclui a conquista, ele passa a exigir que o dominado atenda às suas necessidades e obedeça às suas regras dentro da relação. Como não é possível satisfazer completamente um narcisista ele começa a manifestar as suas insatisfações e iniciam-se as críticas, desvalorização, controle, culpabilização, indiferença e todo tipo de agressão verbal, desrespeito e estratégias emocionais que visam fortalecer o seu domínio e manter o parceiro(a) subjugado e devotado a ele.

A essa altura, a presa está “pisando em ovos”, vivendo uma tensão contínua, um estado de alerta permanente, duvidando da sua percepção sobre o relacionamento (ela se sente culpada por “fazer o parceiro perder a cabeça” e não ser boa o suficiente para agradá-lo), tentando fazer de tudo para agradar e com medo das explosões do parceiro dominante, ou seja, um verdadeiro inferno emocional.

Quando a explosão e desrespeito do dominante passa dos limites, a presa passa a questionar a relação e pode fazer o movimento para rompê-la; algumas até conseguem temporariamente. Porém, o dominador não aceita perder e passa a agir de forma “humilde”, pede perdão e conquista a presa novamente com as suas estratégias sedutoras, falando e prometendo tudo que ela deseja nesse momento.

Após a reconquista e alguns dias de calmaria e “lua de mel” todo o ciclo se inicia novamente: tensão, incidente, reconciliação, “lua de mel”, tensão, incidente, reconciliação, “lua de mel”...

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