Afinal, para que serve um relacionamento?

Quais as reais razões pelas quais deveríamos nos relacionar?

Pessoas mantêm relacionamentos amorosos por uma série de razões: medo da solidão, dependência emocional, comodidade financeira, status social (muitas pessoas ainda acreditam que precisam de um marido/esposa para serem bem aceitas socialmente), paixão, preguiça em mudar de vida, filhos...

Todas essas motivações estão fadadas ao fracasso e te levarão a viver uma vida, no mínimo, sem graça. Ou, na pior das hipóteses, uma vida de adoecimento emocional.

Então, para que serve um relacionamento afetivo? Quais as reais razões pelas quais deveríamos nos relacionar?

Primeiramente, nós somos seres relacionais por natureza. Nos alimentamos e crescemos, também, por meio dos nossos relacionamentos. Precisamos de nos relacionar assim como precisamos de comer e dormir.

Relações afetivas servem para que você possa ser livre para ser você mesmo, com segurança e sem reservas; para que possa mostrar o bom e o ruim que habita em você, sem medo de ser rejeitado. Que você possa discordar do outro sem ser reprovado ou ter a relação colocada em risco.

Serve para você receber colo nos momentos difíceis e apoio para enfrentar as adversidades da vida.

Serve para compartilhar coisas grandes e pequenas da vida, para ouvir e ser ouvido pelo outro, sem julgamentos.

Um relacionamento serve para se aprender a respeitar as diferenças, flexibilizar, confiar e se despir por completo - fisicamente e emocionalmente.

Serve para que cada um seja apoiado pelo outro na busca dos seus sonhos pessoais ou comuns; para que ambos cresçam nos mais diversos aspectos da vida (emocional, espiritual, financeiro, profissional...)

Serve, acima de tudo, para tornar a vida mais leve, mais fácil e mais feliz, para que ambos se expandam como pessoas e aproveitem a vida em parceria, conscientes de quem ninguém completa ninguém, mas que dois seres inteiros caminham em parceria para que ambos se transbordem.

Esse não é o relacionamento dos filmes, livros de histórias ou do nosso mundo de fantasias e idealizações. Esse é o amor da vida real, que existe na prática em forma de ações; que nos exige um investimento diário de empatia, paciência, respeito e afeto.

Esse amor não é para qualquer um. Pessoas egoístas e imaturas não são capazes de experimentá-lo. Somente pessoas inteiras, maduras e saudáveis são capazes de viver e manter um relacionamento amoroso na vida real.

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